Com o início da pandemia do Novo Coronavírus no Brasil, em março, muita coisa mudou, principalmente no varejo. Houve um significativo aumento de preço em alguns produtos.

Com o medo inicial, a incerteza, aconteceu uma corrida para os supermercados, com produtos chegando a faltar nas gôndolas.

Segundo dados de um estudo da Euromonitor, que analisou preços e a disponibilidade de produtos no e-commerce no Brasil, México e Estados Unidos, durante o mês de abril, alguns produtos tiveram forte alta nos preços.

Em abril houve aumento de 15% no preço médio dos desinfetantes, 19% nos lenços umedecidos, 21% no sabão e 32% nos alvejantes.

Infelizmente esse aumento de preços não aconteceu apenas no início da pandemia. Ainda hoje, alguns itens continuam a subir de preço. Mas por que isso está acontecendo? Essa tendência continuará por muito tempo? Como os varejistas podem agir neste momento para continuar com preços competitivos sem perder a lucratividade?

Essas são algumas respostas que veremos a seguir.

Itens da cesta básica lideram a alta nos preços e arroz é o centro das atenções

Desde o fim de 2019 estamos identificando alta nos preços de alguns produtos, que foram fortemente acentuadas durante a pandemia do novo Coronavírus. Alguns alimentos como o leite, feijão e o arroz tiveram mais de 20% de alta em um ano.

O arroz se tornou o centro das atenções, já que foi um dos que mais aumentou de preço neste período, principalmente durante os meses de agosto e setembro.

Um Levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostrou que a alta do arroz chegou a 100% nos últimos 12 meses. Mas esse aumento não é apenas para o consumidor final.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), o produto comprado dos produtores pelas indústrias ficou 30% mais caro só em agosto.

Por que arroz e outros itens tiveram aumento de preço?

Ao analisar por que o arroz teve uma forte alta em seus preços, podemos entender melhor como funciona o mercado e como outros produtos também sofrem variação por conta dos mesmos motivos.

Primeiramente, precisamos levar em conta que a produção de arroz vem diminuindo ano após ano.

Segundo dados do Instituto Rio-Grandense do Arroz (IRGA), os estoques despencaram 80% em dez anos. A colheita do produto não estava sendo tão vantajosa, por isso alguns produtores investiram na produção de outros grãos. O próprio consumo deste item veio diminuindo ao longo dos anos.

No entanto, com a chegada da pandemia as pessoas passaram a consumir mais o grão novamente, mas a produção não estava preparada para esse aumento.

E mais: ficou mais vantajoso exportar o arroz e ganhar em dólar, do que mantê-lo no mercado interno.

Somente entre março e julho as exportações de arroz beneficiado saltaram 260%.

Para piorar, também houve redução de 59% nas importações do produto no período. Ou seja, exportamos mais, importamos menos. Assim, o mercado interno ficou com pouca oferta, muita demanda e isso gerou alta nos preços.

Alguns grandes produtores de alimentos ao redor do mundo tiveram suas produções severamente afetadas por conta da paralisação das atividades devido ao novo Coronavírus. Isso gerou desabastecimento em diversos lugares.

A China, por exemplo, vem sofrendo com sanções impostas pelos Estados Unidos e, por isso, busca novos parceiros ao redor do mundo. Assim, alguns de nossos produtos tiveram aumento nas exportações para o gigante asiático.

Adicionamos também mais um ingrediente nesta mistura: o auxílio emergencial ajudou a manter a renda dos mais pobres, que focaram seus gastos em alimentação, diminuindo a oferta de diversos produtos nos mercados.

Até mesmo a alta recente dos preços dos combustíveis e as eleições nos Estados Unidos (um dos nossos maiores parceiros de negócios) afeta o preço de diversos produtos.

Commodities, alimentos da cesta básica, principalmente grãos, além das carnes, seguem uma tendência de aumento de preços, principalmente pela diminuição da produção em alguns setores, maior demanda e a alta do dólar, que torna mais atrativa a exportação, diminuindo a oferta no mercado interno.

Como o varejista pode manter preços competitivos sem perder a lucratividade?

Definir o preço certo dos produtos é realmente uma tarefa difícil, porém essencial para garantir a lucratividade de qualquer negócio.

Primeiramente porque o preço é um elemento crucial para a decisão de compra de cerca de 82% dos brasileiros segundo uma pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro.

E mais: de acordo com uma pesquisa realizada em 2019, ouvindo mais de 10 mil empresas, 89% delas responderam que estavam realizando vendas no prejuízo, porque tinham dificuldade com a formação do preço de vendas.

Então, como o varejista, principalmente ligado ao setor supermercadista, um dos mais afetados pelas altas nos preços dos últimos meses, pode tornar seus produtos mais competitivos sem perder sua lucratividade?

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