“Euforia pós-quarentena”: O que o Varejo pode esperar do consumidor?

“Euforia pós-quarentena”: O que o Varejo pode esperar do consumidor?

Para entender o consumidor na pós-quarentena é importante considerar o que mudou. A pandemia causada pelo Novo Coronavírus mudou a forma como as pessoas consomem. Com a quarentena tivemos que evitar sair de casa, porém as necessidades básicas ainda precisavam ser satisfeitas. A solução foi encontrar outros meios de consumir.

As vendas online explodiram. Alguns setores do varejo tiveram alta. Outros amargaram duras perdas.

No entanto, à medida que a vida volta ao normal os consumidores podem retornar aos antigos hábitos de compra e o que se vê em alguns países é uma “euforia pós-quarentena”.

Será que aqui no Brasil isso também vai acontecer? Podemos esperar os consumidores ávidos por sair de casa, consumir e, assim, dar uma recuperação para o varejo? É o que vamos entender melhor a seguir.

Hábitos de compra mudaram durante a quarentena

Antes de analisar o que pode acontecer no pós-quarentena, é interessante entender o que já mudou durante estes meses de isolamento social mais rígido.

Um estudo realizado na Europa pela Symphony RetailAI (SRAI), empresa global especializada em plataformas de decisão para o varejo habilitadas por inteligência artificial, identificou que 51,2% dos consumidores europeus mudaram seus hábitos de compra durante a quarentena. 38% mantiveram seus padrões e apenas 10,7% preferiram não realizar compras neste período.

E o estudo foi além: dentre os que mudaram seus hábitos apenas 4,7% se mostraram inativos mesmo após as liberações ocorridas ao final do momento mais crítico. 35,4% retornaram aos padrões de consumo habituais, 34% continuaram adotando as preferências criadas durante a quarentena, comprando apenas online, por exemplo, e 25% destes criaram um novo padrão, até então nunca praticado por eles.

Estes números comprovam que a pandemia trouxe novos hábitos de consumo, principalmente entre os mais idosos. A mesma pesquisa constatou ainda que cerca de 35% dos maiores de 60 anos tem feito, no máximo, uma visita por semana ao supermercado.

Aqui no Brasil, alguns lojistas de shopping centers afirmam que estão tendo resultados até 80% menores do que o esperado para o mesmo período do ano anterior.

No entanto, segundo o relatório Webshoppers, produzido pela Ebit/Nielsen, o e-commerce, semanas antes da quarentena, subiu 16% e durante o isolamento mais severo chegou a 20% de crescimento. Setores de eletrônicos e informática tiveram vendas melhores do que o esperado.

Em resumo, com o que se pôde coletar de dados na Europa e Brasil até agora, tivemos as seguintes mudanças de consumo durante o período de quarentena:

  • Mais da metade das pessoas mudaram seus hábitos de consumo.
  • Os mais idosos são aqueles que ainda tem receio de voltar aos hábitos antigos, justamente pelo alto risco de infecção.
  • Shoppings e lojas físicas tiveram queda nas vendas.
  • E-commerce teve crescimento, principalmente setores como informática e eletrônicos.
  • Mais da metade das pessoas que adotaram novos hábitos continuaram de alguma forma reproduzindo estes comportamentos, mesmo após o término do período mais crítico da quarentena.

A euforia da volta às compras pós-quarentena

Como vimos, durante o período mais crítico da quarentena os hábitos de consumo mudaram. Mas o que vai acontecer à medida que os comércios reabrirem por completo e menos restrições forem impostas?

Na Europa, após os bloqueios impostos durante a fase mais crítica da pandemia, que duraram 6 semanas, notou-se uma “euforia pós-quarentena”.

A pesquisa já citada, revelou que após o lockdown o volume de compras cresceu 12%, um volume superior ao crescimento de 2% identificado no mesmo período do ano passado.

Analisar o mercado chinês também nos permite ter insights interessantes e imaginar o que pode acontecer em terras tupiniquins, afinal, eles foram os primeiros a entrar e sair de uma quarentena severa.

Segundo um estudo feito e publicado no jornal Folha de São Paulo, após o período crítico da quarentena, aproximadamente 60% das pessoas saíram para comer, 55% foram ao salão de beleza e 52% compraram aparelhos para se exercitar.

O que mais pôde ser notado neste período de euforia pós-quarentena:

  • O consumidor está evitando consumir bens mais caros, como trocar de carro ou comprar uma nova casa.
  • No consumo do dia a dia, no entanto, se dá o direito de ter “pequenos prazeres”, como um vinho mais caro.
  • A busca por produtos financeiros aumentou 41%, como forma de expandir as fontes de renda.
  • Mais de 90% dos compradores que passou a utilizar a tecnologia durante a pandemia afirma que continuará com este hábito.
  • Na china, o percentual de pessoas que prefere consumir itens produzidos por pequenos comerciantes locais passou de 19% para 38,6%.
  • 50,6% dos chineses trocaram os produtos importados por nacionais.

Os dados mostrados até aqui confirmam que o padrão de consumo realmente mudou. Muitas coisas ficarão para sempre, como o uso de tecnologias e compras online.

O que não muda nunca é a vontade que as pessoas têm de consumir. Mais do que vontade, necessidade. Resta aos varejistas entender as mudanças que ocorrem no mercado para conseguir acompanhar e satisfazer os desejos deste consumidor.

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