O ano de 2020 está sendo atípico, onde tudo pode mudar da noite para o dia. Com tantas incertezas, quem conseguir entender o presente e se preparar para o futuro, provavelmente conseguirá se manter estável, mesmo diante de tanta turbulência.

Por falar em incertezas, você provavelmente também está se perguntando como vai ser o Natal e Ano Novo neste 2020, não é mesmo?

Não temos todas as respostas, mas ao analisar a opinião de grandes varejistas e a reação do mercado, conseguimos ter uma boa ideia das tendências para o varejo alimentar neste fim de ano.

A seguir, você vai entender melhor o que podemos esperar e como se preparar para este período de festas natalinas em meio ao famigerado “novo normal”.

Natal mais familiar e solidário

Em momentos difíceis como este que estamos vivendo a gente consegue sentir e perceber a essência do termo “ser humano”.

Durante a pandemia estamos vendo diversas iniciativas que demonstram que estamos mais solidários. No natal isso promete se acentuar ainda mais.

Varejistas já se preparam e acreditam que as cestas natalinas e também cestas básicas devem ter um aumento nas vendas. Ainda que estejamos enfrentando dificuldades, todo mundo está tentando ser solidário.

Além disso, este período deve ser ainda mais familiar, visto que as viagens devem ficar em segundo plano por conta das restrições e do receio que muitos ainda nutrem.

Assim, teremos reuniões menores. Aquela tradição de reunir toda a família, juntando os parentes e amigos que vem de vários lugares, provavelmente ficará para o ano que vem. Neste natal teremos confraternizações pequenas, com menos pessoas em uma ceia.

Sem os gastos com viagens de fim de ano, provavelmente este valor irá migrar para outras coisas, como a própria ceia, por exemplo. Acredita-se que o consumo de alimentos e bebidas cresça ainda mais neste fim de ano.

Consumo deve manter crescimento, principalmente no e-commerce

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) já confirmou que os brasileiros passaram a comprar mais online e esse novo hábito deve se manter no pós-pandemia.

Há ainda países que aumentaram seu consumo muito mais do que o Brasil, visto que os gastos migraram entre setores. Famílias que costumavam gastar com viagens, agora gastam com eletrônicos, alimentos, produtos de limpeza, etc.

A estimativa de varejistas como Pedro Joanir Zonta, Fundador da Rede Condor, é de que o setor supermercadista tenha um crescimento de 15% neste fim de ano.

Bebidas e carnes (principalmente aves) devem capitanear o crescimento

Os setores que prometem capitanear o crescimento de vendas no varejo alimentar neste natal e ano novo são os de carnes (principalmente aves) e bebidas.

Segundo Caio Lira, Vice-presidente Off Trade da Ambev, em junho e julho deste ano o patamar de vendas de bebidas, principalmente de cervejas, já estava no mesmo nível esperado para dezembro, que são os meses de alta natural das vendas. Mais: já estavam sendo registradas vendas maiores do que os meses de junho e julho de 2014, durante a Copa do Mundo no Brasil!

Isso mostra que os brasileiros estão aproveitando o tempo em casa para consumir mais, principalmente bebidas e gêneros alimentícios. Não é à toa que passamos a enfrentar uma inflação no preço dos alimentos: o consumo cresceu, mas a produção não. Por isso é importante atentar ao próximo item da nossa lista.

Consumidor deve antecipar suas compras para evitar ficar desabastecido

A Páscoa de 2020 foi atípica e nos deu uma prévia do que pode acontecer neste natal e ano novo. Faltando uma semana para a data, mercados do Brasil inteiro já estavam com seus estoques esgotados e não havia mais produção disponível para suprir esta demanda.

Estima-se que aconteça o mesmo no Natal. Apesar dos esforços da indústria, muitos itens não conseguem ter sua produção aumentada, visto que há uma diminuição no número de funcionários no setor fabril devido às novas regras sanitárias.

Além disso, o setor de carnes precisa de um tempo maior para que o aumento na produção surta efeito: bovinos, aves e suínos precisam crescer e esse processo não é rápido o suficiente para absorver uma mudança tão brusca nos padrões de consumo, como vem acontecendo durante a pandemia.

Os desafios para os varejistas

Os varejistas têm alguns desafios diante desse cenário para garantir que o fim deste ano seja lucrativo.

Um dos principais: estar alinhado com a indústria e os produtores para assegurar o abastecimento daqueles itens que prometem manter alta no consumo.

Com o dólar alto fica mais difícil importar e, claro, mais interessante para os produtores venderem para outros países do que abastecer o mercado interno. Por isso, varejo e indústria devem trabalhar em conjunto para pensar em soluções que satisfaçam ambos os lados e, claro, aproveitem a empolgação de quem deseja consumir.

Por falar em consumir, é importante investir em pesquisa de mercado para entender o que está acontecendo no setor e, principalmente, os desejos do consumidor. Vale relembrar: este é um ano totalmente atípico e o que vinha sendo encarado como certo em anos anteriores pode mudar agora.

Quer um exemplo? Nos últimos anos o varejo alimentar estava vendo uma alta no consumo de carnes suínas, como relembrou Sidney Manzaro, Vice-presidente de Mercado Brasil da BRF. No entanto, este ano, por conta de diversos fatores, como produção alta e preço atrativo, as aves podem ter uma posição de destaque na ceia natalina. 

Insights como esse surgem quando o varejista tem um olhar atento ao que acontece a sua volta e, principalmente, quando investe em pesquisa de mercado.

Qual será o preço dos produtos nesse final de ano?

Quanto antes o varejo se planejar para entender sua concorrência, mais sucesso terá no planejamento.

Dicas importantes:

  1. Comece com um Mix de Margem baseado no histórico que você usou no mesmo período nos últimos anos.
  2. Assim que o mercado começar a se abastecer dos produtos sazonais, realize uma pesquisa ampla para reajustar seu Mix de Margem.
  3. Inicie uma pesquisa recorrente, à medida que se aproximam as semanas do pico de vendas no Natal.
  4. Se for possível, use ferramenta de inteligência de Pricing para otimizar as margens e evitar perda de rentabilidade desnecessária.

Se precisar de ajuda e soluções práticas sobre o assunto, fale conosco: 

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